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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Tudo por nada

É impressionante o que por vezes certos filmes nos ensinam. Não estou a falar de filme que à partida são histórias de vida e que por isso querem demarcar um percurso e demonstrar um caminho  que se seguiu, bem ou mal, e que se deve, ou não, seguir.
Neste caso concreto falo de um bom filme realizado e produzido por Clint Eastwood, de seu nome "Crime Real".
Uma boa trama de alguém que é acusado injustamente pela morte de uma jovem apenas por estar no sítio errado à hora errada. Uma vida que vai ser ceifada pela Justiça devido à  falta de provas e por depoimentos turvados pelo racismo.
O que venho aqui escrever não è sobre o filme, bom por sinal. Mas sim sobre a trama, não a principal do jovem infeliz que se vê privado da liberdade, mas antes das (sub) tramas, se assim posso chamar que estavam inclusas no dito filme. É certo que quando assistimos a um filme e levados pelo guião a nossa atenção foca-se na trama principal e deixamos passar pormenores importantes. Ora vejamos. Neste filme, um homem com uma vida desgraçada, mulherengo, alcoólico, mas com faro para uma boa notícia vê-se com uma história que ele à partida desconfia, a do tal jovem que è condenado à morte.
Durante todo o filme  assistimos a um homem a lutar desesperadamente por aquilo em que acredita. Não desistindo mesmo quando tudo e todos estão contra ele, deixando, inclusive, a família para segundo plano. Vemos um homem de coragem com determinação, ou alguém teimoso que apenas porque sim quer ir contra a parede.
É aqui que, para mim, interessa este post. O que na realidade assistimos, se estivermos atentos, é um homem a lutar por um ideal, por uma ideia concebida na sua cabeça e que por nada ele quer abandonar.
Podemos dizer que é loucura. Sim a sua insistência quase lhe tirou tudo, trabalho, família, a vida, mas no ultimo segundo da sua insistência o rapaz condenado à morte é salvo de um fim  que não lhe era destinado. E tudo graças à insistência, à luta de um homem, só, com uma ideia fixa e um bom faro para a notícia.
Toda esta conversa para dizer que a vida deve ser feita disto mesmo. Não devemos desistir dos nossos ideais, das nossas ideias interiores o mais estranhas que sejam. Devemos lutar, conscientes dos perigos que nos rondam, mas devemos seguir em frente. Se ele não tivesse acreditado em si e lutado por tudo aquilo em que acreditava o rapaz tinha sido, injustamente, morto por injeção letal.
Claro que dirão que tudo não passa de um filme, mas acreditem na vida real também é assim, e penso que é assim que faz sentido. Devemos lutar até ao ultimo segundo, pois por um segundo se ganha mas não esquecendo que, também, por um segundo se perde.

Boa noite.

Miguel Marques

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