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quinta-feira, 27 de março de 2014

Questiono-me

QUESTIONO-ME

Todos os dias, ou quase todos, me questiono sobre a existência de uma Divindade superior a tudo e a todos que tudo pode e tudo faz. Questiono-me desde que me lembro do que significa a palavra questionar.
Sempre foi tema de conversa entre mim e a minha Mãe, que convictamente acreditava na Sua existência.
Tenho que ser sincero, durante muito tempo também acreditei sem questionar fosse o que fosse. Confusos? É simples, eu acreditava na Sua existência, não a questionando, apenas pensava de mim para comigo o porquê de certas coisas más acontecerem sobre o Seu olhar atento sem que nada Fizesse para o impedir.
Os anos passam e os pensamentos mudam. Neste momento da vida tenho algumas luzes de teorias disto e daquilo, que o Universo surgiu assim e assado, a questão do Big Bang, que nada tem a ver com a ação Divina. 
Ora bolas, todas as teorias e crenças ainda me deixam mais confuso e continuo a questionar, agora sim, a Sua própria existência. 
Sei que Lhe atribuem vários nomes, que me escuso neste texto de mencionar, consoante as religiões e as crenças. 
Mas a questão continua. viva em mim, será que Ele existe, será que não! Tantos inocentes que morrem, por nada, todos os dias às mãos de gente perversa, essa sim que devia. desaparecer do mapa, e Ele nada faz. Será estratégia, como está escrito nas sagradas escrituras, será falta de atenção, tal qual um governo que deixa morrer à fome os seus cidadãos por falta de auxílio e aumento dos impostos?
Não sei!! Não o soube no passado, não o sei no presente e quase de certeza nunca o virei a saber no futuro, futuro esse que como já diz o ditado a Ele pertence.
Uma coisa eu sei, algo de superior, ao mero ser humano, existe. Não sei o quê nem quem, nem que nome tem e que, a ser verdade, é o mesmo para todas as religiões cujos fieis se têm aniquilado ao longo de séculos e irão continuar a fazê-lo em nome de.... não sei bem o quê.

É uma questão pertinente, não??

Miguel Marques

quarta-feira, 26 de março de 2014

Sozinho

SOZINHO

Estar só pode não ser mau de todo. Lá diz o povo que " mais vale só que mal acompanhado ". Não é de todo o caso. Por vezes a solidão traz-nos a lucidez para decisões muito relevantes na nossa vida. Sem dúvida que os antigos tinham a sua razão, pois quem atrapalha, atrapalha mesmo. Isto é uma questão transversal à época. Por vezes decidimos melhor quando nos encontramos sozinhos a olhar o mar, o céu azul ou mesmo a lua.
Para quem gosta de escrever a solidão é uma ferramenta essencial. Ela nos dá a alma da escrita e o dom da palavra.
Em homenagem à minha querida Mãe vou tentar debitar um poema que, por muito fraquinho que seja, vai ser, de todo, muito esforçado. A minha Mãe tinha o dom da escrita e eu apenas sou um aprendiz de uma das suas grandes virtudes.

Sozinho estou, acompanhado me sinto,
Cavalgando neste trilho que se chama vida,
Travando batalhas dia a dia consigo,
Adiar tranquilamente a minha ida.

Feliz me encontro com tudo o que tenho,
Amor, saúde, família e dinheiro,
Nada do que os os outros tém eu desdenho,
Aquilo que não tenho é apenas um cheiro.

Um cheiro doce daquilo que poderei alcançar,
Com esforço, dedicação e amor,
Que, certamente, me fará mais feliz apenas por dar,
À família que  tanto amo uma vida melhor recheada e sabor.

Miguel Marques

(Sozinho - Caetano Veloso)
http://www.youtube.com/watch?v=fwdGWiONMBw